Arquivo para Outubro, 2007

25
Out
07

Administradores X Gerentes

Comenta-se, com uma razoável freqüência, que os donos de empresa (ou gerentes) pagam salários muito bons para quem cuida de máquinas, mas não pagam salários condizentes para os administradores.O mercado tem bastante gente que acha que entende de pessoas e poucas pessoas que entendem e resolvem problemas em máquinas. Desta constatação sai, rápido, o seguinte: o que é raro é caro! Logo, pessoas que acham que entendem de pessoas são “baratas”, e pessoas que resolvem problemas de máquinas são caras!

Complementando:

a) o dono da empresa, pelo menos uma parte, não entende de computadores, então contrata aquele que melhor se apresenta, e paga por isso;
b) o jeito de administrar a empresa tem a cara do dono. De repente, na visão do dono, chega lá um administrador, que saiu da faculdade agora, querendo mostrar como se faz isso e aquilo.
- “Mudar a minha empresa é o mesmo que falar que eu estou errado!”
Então esta postura facilita a existência de consultores, pessoas que pela sua credibilidade e conhecimento do processo de mudança organizacional e, principalmente, pessoal, propõe melhorias contínuas que conduzem, ao longo de um tempo, a uma mudança maior.
O grande problema existente é que se a pessoa não mudar (o dono ou o gerente), nada muda.A empresa só muda se o dono mudar! Uma empresa só muda se uma ou mais pessoas na empresa mudarem. Mudança organizacional quer dizer um conjunto de mudanças pessoais.
O trabalho do administrador, neste caso, não é mudar a empresa, é mudar o dono. Devagar, Paulatinamente. E ir implantando as idéias do dono, que passou a enxergar aquilo que você, administrador novo, o conduziu a vislumbrar.
Esse trabalho exige uma maturidade emocional que a maioria dos formandos em administração não possui. Creio que seja uma característica de falta de maturidade emocional bastante comum aos formandos em qualquer especialidade.Ou seja, temos especialistas em máquinas, mas faltam especialistas na condução de mudanças pessoais, que conduzem e acabam produzindo as mudanças organizacionais necessárias.

A conclusão é que o mercado tem poucas pessoas que entendem de pessoas e de máquinas. Por isso é que elas custam “caro”.

O que fazer, então, com o dono da empresa?

Permita-me dar um pulo, sem conexão aparente, para podermos cair novamente no mesmo ponto.Eu diria que a nossa sociedade costuma separar algo que não pode, nem deve ser separado: emoção e razão.Antonio Damásio, neurocirurgião português, chefe do departamento de neurocirurgia da Universidade de Yowa, escreveu uma série de 3 livros sobre o assunto.Em suma, na estrita visão da minha leitura, ele diz o seguinte: a razão, sem a emoção, não serve para nada.O nome do primeiro livro dele é “O Erro de Descartes”, pois a frase correta de Descartes, à luz da ciência, hoje, seria: EXISTO E SINTO, LOGO PENSO.
Por incrível que pareça a emoção é a base da lógica! E sem a emoção a lógica é estéril! Sem emoção não há escolha, não há a vida, tal como a conhecemos e valorizamos.O que fazer com este dono de empresa, com esse gerente? Ensiná-lo!
Ensinar é a única resposta possível. Bater de frente com ele, falar que “isto e aquilo” deve ser mudado pode ser o mesmo que dizer que ele está fazendo estas “coisas” erradas. E ninguém gosta de estar errado, não é mesmo? Como ensinar?
Para ensinar é necessário a humildade da compreensão do outro, da percepção do outro. É necessário estabelecer um vínculo, ter empatia.A postura de servir, a junção da lógica da necessidade empresarial, com a percepção das pessoas envolvidas no processo, facilita e dá o primeiro passo no sentido da mudança pessoal e, depois, organizacional. Ajudar o gerente a conduzir a empresa, na medida da capacidade dele, na medida da evolução do seu conhecimento (dele), patrocinada por você, recém-formado, é o seu caminho. Basta ter a humildade, a maturidade de perceber o outro como ele é, e não como a sua necessidade gostaria que ele estivesse para a sua mudança: pronto! Cabe a você torná-lo pronto, este é o primeiro passo.
Neste processo de ensinar, você notará que vai aprender e muito, pois você se deu a oportunidade! Isto, em outras palavras, é comprometimento com o gerente e suas capacidades e limitações; enfim, algo que esperamos que os outros tenham conosco, mas nem sempre, neste mundo de soluções rápidas, temos com os outros.
A minha recomendação sempre é: agregue valor ao seu chefe, SEMPRE! Ele define a sua avaliação hoje, e tem possibilidade de definir o seu emprego de amanhã, quando, se for o caso, for consultado como foi o seu desempenho quando trabalhava com ele. Você não consegue perceber como ele é, e não conseguindo perceber o jeito de ser dele, não consegue transmitir a sua visão para que ele o compreenda: – “Ele está errado!” Ele nunca está errado!
Ao invés de focar a sua dificuldade de se comunicar com ele, é mais fácil para você julgar o outro. E você, glorioso, sobre o conhecimento adquirido na faculdade, redondamente certo! Aparentemente, somente aparentemente… E ai nada mais resta do que pedir demissão, porque este pessoal é burro mesmo! Ou não?
Eu sugiro, que nestes tempos de mudanças, mudanças rápidas, os administradores, todos os administradores, independentemente de sua formação, reflitam e ajam definindo que serviços prestam e a quem? Ou seja, pensem: – “Quem são os meus clientes! Os meus esforços são dirigidos para o que e para quem?”

Carlos Alberto de Faria é sócio diretor da Merkatus – Fonte: Merkatus

Fonte: Portal do Marketing

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21
Out
07

Motivação: Interação entre o Indivíduo e a Situação

Talvez a melhor forma de começar seja dizendo o que a motivação não é. Muitas pessoas vêem, incorretamente, motivação como um traço pessoal, isto é, algumas a possuem e outras não. Na prática, alguns homens de negócio rotulam como preguiçosos os empregados que parecem não ter motivação. Esse tipo de rótulo pressupõe que um indivíduo é sempre preguiçoso ou nunca tem motivação.

O meu conhecimento de motivação diz que isso não é verdade. O que sabemos é que a motivação é o resultado entre o indivíduo e a situação. Certamente, indivíduos diferem em seus impulsos motivacionais básicos. Mas o mesmo empregado que se sente logo entediado por abaixar a manivela da sua furadeira pode ficar horas a fio abaixando a manivela de uma máquina caça-níqueis em Las Vegas sem se sentir nem um pouco entediado. É como ler um romance completo de uma vez e, no entanto, não conseguir ler nem 20 minutos de um livro didático. Não é necessariamente você, e sim a situação.

Dessa forma, enquanto analiso o conceito de motivação, tenha em mente que o nível de motivação varia tanto entre indivíduos quanto para indivíduos em tempos diferentes. Motivação é a vontade de empregar altos níveis de esforço em direção a metas, condicionada pela capacidade do esforço de satisfazer alguma necessidade do indivíduo. Enquanto a motivação geral se interessar no esforço em direção a qualquer meta, o esforço será em vão, e os resultados não serão visíveis. Deve-se estreitar o foco para metas em empresas, o nosso interesse singular se reflete num comportamento relacionado ao trabalho. Os elementos-chave nessa definição são o esforço, metas em negócios e necessidades.

O elemento esforço é uma medida de intensidade. Quando alguém está motivado, se esforça mais. Porém, níveis altos de esforço não têm a probabilidade de levar a resultados favoráveis de desempenho no trabalho a não ser que o esforço esteja canalizado numa direção que beneficie a empresa. Portanto, deve-se considerar a qualidade do esforço, bem como sua intensidade. O esforço que é direcionado e coerente com as metas da empresa é o tipo de esforço que deve ser buscado. Assim sendo, tratarei a motivação como um processo de satisfação de necessidades.

Uma necessidade, na minha terminologia, significa algum estado interno que faz certos resultados parecerem atraentes. Uma necessidade insatisfeita cria tensão, que estimula impulsos dentro do indivíduo. Tais impulsos geram um comportamento de busca para encontrar objetivos especiais que, se alcançados, satisfarão a necessidade e levarão à redução da tensão.

Portanto, empregados motivados estão num estado de tensão. Para aliviar esta tensão, eles empregam esforço. Quanto maior a tensão, maior o nível de esforço. Se este esforço levar à satisfação da necessidade com sucesso, a tensão será reduzida. Mas, como o interesse aqui é no trabalho, este esforço de redução de tensão deve ser também orientado às metas dos negócios. Por isso, inerente à nossa definição de motivação está a exigência de que as necessidades do indivíduo sejam compatíveis e coerentes com a meta da empresa. Quando isso não ocorre, podemos ter indivíduos empregando altos níveis de esforço, que na verdade agem contra os interesses da empresa.

Isto, a propósito, não é tão raro. Alguns empregados gastam, regularmente, muito mais tempo conversando com o amigos no trabalho a fim de satisfazer suas necessidades sociais. Há um elevado nível de esforço, mas que não está sendo orientado produtivamente.

Luiz Fernando Garcia – é consultor especialista em manejo comportamental e empreendedorismo em negócios. É metodologista, empresário, palestrante e autor dos livros “Pessoas de Resultado” e “Gente que faz”, da Editora Gente.

Fonte: Portal da Administração

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18
Out
07

As três alternativas para as situações da vida

Desde o início dos tempos, para qualquer situação na vida só existem três alternativas: adaptar-se, fugir ou morrer. Isso valia para os dinossauros a 100 milhões de anos e continua valendo para os executivos do século XXI. A terceira opção morrer, no sentido profissional da palavra aparece em frases do tipo “O especialista está morto”, ou então “Fulano morreu só que esqueceu de deitar”. E essa é uma alternativa mais comum do que parece, em empresas existem muita gente que já morreu e ainda não percebeu.
Mas as pessoas bem vivas e com vontade de continuar vivendo por muito tempo sempre se deparam com alguns obstáculos como o chefe ranzinza e inseguro, a empresa que não reconhece o talento e não dá oportunidades aí uma alternativa válida é fugir, pedir a conta, ir embora para outro lugar ou dizer adeus a uma empresa e abrir o seu próprio negócio. Essa é uma alternativa que requer, sobretudo, coragem para correr riscos. Fugir nem sempre dá certo, mas quando dá o sucesso é garantido. A última alternativa e a mais fácil delas é a adaptação, é o que se chama de pragmatismo, uma palavrinha complicada mas com uma origem simples, no antigo grego pragma queria dizer obrigação. Quem diz: Não fiz nada mais do que minha obrigação é um pragmático e ser pragmático é aceitar a hierarquia e obedecer às regras, fazer o que devemos fazer e não o que gostaríamos de fazer.
Qual seria a melhor alternativa para o funcionário do século XXI? As três, mas um de cada vez e no momento certo. Pessoas de sucesso são as que têm a sabedoria de reconhecer à hora de concordar e a hora de contestar, a hora de ficar e a hora de ir embora, e nos momentos mais confusos e conturbados, que nas empresas não são poucos, sempre resta à velha alternativa que já salvou a vida de muita gente, fingir-se de morto.
16
Out
07

Como ocorre a crise na Bolsa de Valores

O abalo nas bolsas de valores de todo o mundo, que resultou na seqüência de fortes quedas no mercado financeiro, tem origem no mercado imobiliário dos EUA: os americanos estão atrasando ou deixando de pagar a hipoteca da casa própria.
Há alguns anos, com a queda da taxa de juros nos EUA, houve uma corrida por refinanciamento de residências. Endividados com compras do comércio – especialmente com cartão de crédito -, muitos americanos resolveram renovar a hipoteca da casa, levando dinheiro na troca, saldando as dívidas de consumo e esticando o prazo de pagamento das casas.
Esse subterfúgio foi usado especialmente pelo grupo “subprime”, reservado para os clientes que são considerados “propensos à inadimplência” por não terem renda comprovada, por comprometerem grande parte dela com as prestações ou por terem um histórico de inadimplência em outras modalidades de crédito. Ainda assim, essas pessoas conseguiram dinheiro emprestado para refinanciar a casa.
Por representarem um risco, esses clientes pagam juros mais altos, que podem chegar a 12% ao ano – o que é normal para o Brasil, mas quase inconcebível para os Estados Unidos. Porém, os juros altos, combinados ao fato de o “boom” imobiliário ter reduzido o valor dos imóveis, fizeram com que muita gente simplesmente desistisse de pagar os empréstimos da casa própria para não acabar no prejuízo.
O que aconteceu foi o seguinte: com as casas valendo menos, não era mais vantagem pagar as prestações.O movimento de desistência das hipotecas caras demais, conforme se temia, está tendo um efeito corrosivo nos resultados das empresas de crédito imobiliário. Nesta quinta-feira, duas empresas que atuam no ramo – uma americana e uma australiana – anunciaram que estão tendo dificuldade para conseguir empréstimos para cobrir o buraco financeiro deixado pela inadimplência no setor “subprime”.Fonte desse Artigo
15
Out
07

As sete fases de qualquer projeto

A mais perfeita definição das sete fases de qualquer projeto nasceu na universidade de Ohio, nos EUA na década de 1950, de lá para cá praticamente nada mudou.

A primeira fase
é a fase do supremo entusiasmo, durante essa fase parece que tudo vai dar certo, todas as perguntas são respondidas rapidamente e todos que não acreditam no projeto são prontamente ridicularizados.

A segunda fase
é a da relativa dúvida, durante essa fase algumas coisas parece que não vão dar bem certo, o custo da impressão de que será um pouquinho mais alto do que planejado e o tempo de execução um pouco mais longo do que o previsto no cronograma

A terceira fase
á a da aparente confusão, nessa fase o projeto inicial é revisto, refeito ou simplesmente abandonado, mas se ele prosseguir virá a,

Quarta fase,
a da indicação dos suspeitos, nessa fase o número de relatórios começa a aumentar vertiginosamente com um único objetivo, salvar a própria pele, existem chefes que dizem: o mais importante em qualquer projeto é a gente culpar alguém antes que alguém culpe a gente.

A quinta fase
é a da punição dos inocentes, aqueles que, ao invés de escrever relatórios ficaram tentando salvar o projeto

A sexta fase
é a do elogio aos omissos, nessa fase quem não participou do projeto fica com a glória, apenas por não ter embarcado numa canoa furada.A sétima e última fase é a das lições aprendidas, nessa fase são definidas claramente as normas para que qualquer projeto dali em diante não acabe sendo dirigido por um grupo de incompetentes ou inconseqüentes. Pouco tempo depois dessa reunião os envolvidos nela vão cometer seu único erro, eles proporão um novo projeto, que, obviamente será recebido com supremo entusiasmo.
13
Out
07

Mercado de trabalho, uma lógica simples.

No Brasil de cada 1000 pessoas que assistem televisão só um tem uma vaga noção de como as imagens são captadas e transmitidas, eu estou entre as 999 pessoas que não tem a mínima idéia de como o sistema funciona, porque nenhum de nós precisa entender de captação, transmissão e recepção de imagens para poder desfrutar do resultado que é assistir a televisão, a gente só precisa apertar o botão no controle remoto e o milagre acontece, mas às vezes aparelhos de televisão pifam, e aí é preciso chamar um técnico. O técnico é um especialista, portanto ele sabe como a televisão funciona, certo? Não. Salvo raras exceções, o técnico sabe por que a televisão pifou, mas não como ele gera e transmite imagens, mas seu conhecimento permite que ele faça o que se espera o que ele faça, que é consertar o aparelho, a mesma coisa acontece quando pensamos em todos os outros aparelhos eletrônicos, para usar todas essas coisas, não é preciso entender a tecnologia que está por trás delas.
No mercado de trabalho muitos funcionários não entendem essa lógica tão simples, a lógica de que nós, empregados, não somos pagos para entender o sistema e muito menos para explicá-lo. Existem pessoas que entendem de tudo, eles são capazes de explicar detalhadamente um processo do começo ao fim, desde a transformação da matéria prima do produto final até a confecção dos balanços contábeis, mas na hora de uma promoção esses funcionários mais sábios acabavam ultrapassados por outros sem tantos conhecimentos teóricos, mas com uma visão prática e realista de como atingir os resultados esperados. No fundo a empresa nos vê da mesma maneira de como nós vemos o técnico da televisão, se ele nos der uma aula de como a televisão funciona, mas não resolver o problema do chuvisco, nós vamos procurar outro técnico e é exatamente assim que cada empresa avalia seus funcionários e seus fornecedores.
12
Out
07

Alguns tocam, outros dançam

Um vizinho meu contou um caso bem interessante, ele diz que trabalha em uma empresa já faz dez anos. Quando ele foi admitido o departamento dele tinha vinte e quatro funcionários, hoje tem treze, só que, segundo o meu vizinho, há muito mais trabalho para ser feito agora do que havia há dez anos, portanto, a carga de trabalho de cada funcionário dobrou, só que o salário não dobrou, muito pelo contrário, não bastasse isso, já começaram a circular rumor de que até o fim do ano o número de funcionários será reduzido, de treze para onze, e ele se pergunta onde isso vai parar.

Em um dia de madrugada eu estava assistindo o programa do Jô, e eles fizeram um exercício muito interessante, o sexteto do Jô começou a tocar, e aí a cada trinta segundos o Jô mandava um dos músicos parar de tocar, parou o primeiro, parou o segundo, e aí a platéia começou a rir, porque aparentemente a música continuava a mesma, embora o número de músicos estivesse diminuindo, por fim ficou só o tecladista, e ele começou a fazer uma ginástica danada para manter o ritmo e mostrando um entusiasmo e uma agilidade que ele não demonstrava quando os outros cinco músicos estavam tocando junto com ele. Evidentemente ao fim da apresentação o Jô por brincadeira demitiu os cinco músicos e manteve só o tecladista.

As empresas também vem fazendo isso, mas não por brincadeira, o que acontece é que aqueles que ficam começam a trabalhar o dobro ou o triplo para cobrir a falta dos que se foram, assim o ritmo individual aumenta, e o ritmo geral é mantido. As empresas acreditam que seus funcionários são incansáveis e que poderão ser cada vez mais versáteis, em linguagem de empresa isso se chama produtividade, em linguagem de funcionário isso quer dizer que o baile não vai parar, mas alguns irão tocar, e outros irão dançar.

10
Out
07

Será que eu já alcancei o sucesso na minha carreira?

Não lembro se já citei esse cara como exemplo, mas vale a pena relembrar.

Certo dia foi lá em casa um moço responsável pela montagem e instalação de um móvel de cozinha. O rapaz trabalhou corretamente, instalou sem complicações e ainda me quebrou um galhão fazendo uns furos na parede do banheiro. Ótimo profissional.

Na despedida, em conversa com ele, o moço me informou que trabalhava há alguns anos naquele ramo, e que não pretendia mudar de trabalho. Perguntei então se ele nunca quis fazer um curso superior. Me impressionei quando ele relatou que era formado em história. Disse ainda que já ensinou em várias escolas, mas se realizou profissionalmente quando se especializou em montagem de móveis. Não troca esse emprego por nada no mundo.

De primeiro momento, não entendi como uma pessoa poderia cometer tamanha façanha.Carreira Deixar a carreira acadêmica, jogar fora o diploma de nível superior, desperdiçar a chance de estudar em faculdade pública, disputada por muitos, tudo isso para viver parafusando e encaixando partes de um móvel. Depois, lembrando do brilho nos olhos do cara quando viu tudo montadinho, funcionando perfeitamente, reconheci que ele fez uma decisão mais do que certa para sua vida.

Na minha opinião, o moço do exemplo conseguiu algo muito procurado pelas pessoas, independente do ramo em que atuam: o sucesso profissional. Após procurar em outros empregos, o rapaz encontrou um que lhe rende financeiramente e agrada como profissão. Pode não parecer muito para a maioria, mas para ele é o emprego dos sonhos.

Quantas pessoas você conhece que dariam tudo para mudar de profissão? Eu mesmo já vi histórias de gente que alcançou posto bem sucedido, ganhando muito bem, mas que seria muito feliz se estivesse fazendo algo extremamente diferente. Você se encaixa nos que procuram a felicidade ou tem mais a ver com o montador de móveis? Eu, sinceramente, espero que você esteja enquadrado na segunda opção. É ruim demais trabalhar e trabalhar, conquistar e conquistar, mas ainda restar um vazio interno, como se tudo não tivesse valido de nada.

Vamos, então, buscar o que mais nos interessa, o que mais nos atrai. Passamos metade da vida trabalhando, assim devemos, para nosso próprio bem, exercer a profissão que mais nos agrade. Dessa forma, transformamos a tortura de trabalho no prazer no emprego dos sonhos. Quem sabe você não se realiza montando móveis?

Boa sorte e faço votos que encontre. Eu também estou a procura.

Colaborador: Gabriel Galvão

Fonte: Portal da Administração

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10
Out
07

A convivência profissional entre chefes e subordinados é uma questão de adaptação

Este é um caso muito interessante, eu tinha um amigo que trabalhava em um escritório, ele tínha um gerente que falava alto, fazia piadas inconvenientes, e colocava apelidos politicamente incorretos nos funcionários como gordo, feio e ceguinho. Esse gerente tinha uma sala, mas raramente ficava nela, ele passava o dia inteiro circulando pelo escritório e cada parada que ele dava, ou resultava em uma pequena humilhação para um funcionário, ou numa grande perda de tempo. Esse gerente recebeu uma proposta de uma outra empresa, e pediu a conta, o novo gerente que começou faz um mês é o avesso do anterior, ele fica o dia inteiro trancado na sala fazendo relatórios, gráficos e planilhas, quando um de nós vai perguntar alguma coisa, ele diz que não tem tempo para atender, a frase favorita dele é: Depois a gente vê isso.
Todos nós idealizamos o chefe perfeito, para nós ele deveria ser como um pai, severo mas atencioso, para outros, como um amigo e camarada e, para a maioria o chefe deveria ser como um santo, sempre disposto a perdoar nossos deslizes e nos prometer o céu. Empresas não pensam em nada disso, o gerente calado foi contratado porque durante as entrevistas ele conseguiu mostrar que nos empregos anteriores obteve ótimos resultados e o gerente falastrão, aquele que pediu a conta conseguiu provar a mesma coisa para a empresa que o contratou, a convivência profissional, entre chefes e subordinados, é uma questão de adaptação, sempre lembrando que em qualquer hierarquia, o de baixo deve se adaptar ao de cima, e nunca o contrário.
08
Out
07

Você é Empreendedor?

Na última sexta-feira, nós acadêmicos de administração, tivemos uma palestra do Sebrae sobre empreendedorismo, em minha opinião uma das melhores palestras que participei, considerando que, o palestrante tinha um completo domínio do assunto e, aliado a isso, uma boa forma de transmiti-lo, que na minha opinião é tão fundamental quanto conhecer o assunto.O que pude absorver da palestra é que o empreendedor é basicamente um ser criativo movido pelo desafio, capaz de perceber novas possibilidades de negócio e possuidor das habilidades para aproveitá-las. O sucesso vem através da busca constante de oportunidades, da coragem de assumir riscos bem calculados e habilidade na liderança.

Portanto, uma das preocupações constantes dos empreendedores de sucesso é a eficiência. Quem tem espírito empreendedor está sempre querendo fazer as coisas melhores dentro do prazo e de maneira mais rápida e barata.

Construir e administrar uma empresa não é missão simples. Assim, persistência e comprometimento também são pré-requisitos. Por isso, um bom candidato a montar um negócio deve ser capaz de fazer sacrifícios pessoais e trabalhar mais que qualquer empregado dele.

Os empreendedores de sucesso também possuem boa capacidade de planejamento e acompanhamento. Portanto, estão sempre ávidos por informações sobre clientes, fornecedores e concorrentes.

Com mais dados, os projetos e metas são melhor definidos e têm mais chance de ter sucesso. Mas, de nada adianta ter um plano bem feito sem uma atenção sistemática do andamento do projeto e flexibilidade para adaptá-lo a novas realidades e circunstâncias.

Finalmente, como um empreendedor não trabalha sozinho, capacidade, liderança e comunicação são fundamentais. Como líder da equipe, é preciso ter e demonstrar auto-confiança, tolerância e bom humor nos momentos de incerteza para persuadir os funcionários a seguirem o planejamento felizes.

A abertura para um diálogo franco com todos estabelece laços de confiança, além de ser uma fonte importante de idéias e sugestões para tornar a empresa mais eficiente.

Estas habilidades pessoais são importantes também para lidar com fornecedores e clientes. Afinal, o empreendedor normalmente é a face pública da empresa. Para identificar os pontos fracos e fortes de sua personalidade faça este teste da elaborado pelo Sebrae e outros similares:

http://sitededicas.uol.com.br/teste_empresario.htm

http://www.carlosmartins.com.br/testempreendedor.htm