Arquivo para Outubro 10th, 2007

10
Out
07

Será que eu já alcancei o sucesso na minha carreira?

Não lembro se já citei esse cara como exemplo, mas vale a pena relembrar.

Certo dia foi lá em casa um moço responsável pela montagem e instalação de um móvel de cozinha. O rapaz trabalhou corretamente, instalou sem complicações e ainda me quebrou um galhão fazendo uns furos na parede do banheiro. Ótimo profissional.

Na despedida, em conversa com ele, o moço me informou que trabalhava há alguns anos naquele ramo, e que não pretendia mudar de trabalho. Perguntei então se ele nunca quis fazer um curso superior. Me impressionei quando ele relatou que era formado em história. Disse ainda que já ensinou em várias escolas, mas se realizou profissionalmente quando se especializou em montagem de móveis. Não troca esse emprego por nada no mundo.

De primeiro momento, não entendi como uma pessoa poderia cometer tamanha façanha.Carreira Deixar a carreira acadêmica, jogar fora o diploma de nível superior, desperdiçar a chance de estudar em faculdade pública, disputada por muitos, tudo isso para viver parafusando e encaixando partes de um móvel. Depois, lembrando do brilho nos olhos do cara quando viu tudo montadinho, funcionando perfeitamente, reconheci que ele fez uma decisão mais do que certa para sua vida.

Na minha opinião, o moço do exemplo conseguiu algo muito procurado pelas pessoas, independente do ramo em que atuam: o sucesso profissional. Após procurar em outros empregos, o rapaz encontrou um que lhe rende financeiramente e agrada como profissão. Pode não parecer muito para a maioria, mas para ele é o emprego dos sonhos.

Quantas pessoas você conhece que dariam tudo para mudar de profissão? Eu mesmo já vi histórias de gente que alcançou posto bem sucedido, ganhando muito bem, mas que seria muito feliz se estivesse fazendo algo extremamente diferente. Você se encaixa nos que procuram a felicidade ou tem mais a ver com o montador de móveis? Eu, sinceramente, espero que você esteja enquadrado na segunda opção. É ruim demais trabalhar e trabalhar, conquistar e conquistar, mas ainda restar um vazio interno, como se tudo não tivesse valido de nada.

Vamos, então, buscar o que mais nos interessa, o que mais nos atrai. Passamos metade da vida trabalhando, assim devemos, para nosso próprio bem, exercer a profissão que mais nos agrade. Dessa forma, transformamos a tortura de trabalho no prazer no emprego dos sonhos. Quem sabe você não se realiza montando móveis?

Boa sorte e faço votos que encontre. Eu também estou a procura.

Colaborador: Gabriel Galvão

Fonte: Portal da Administração

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10
Out
07

A convivência profissional entre chefes e subordinados é uma questão de adaptação

Este é um caso muito interessante, eu tinha um amigo que trabalhava em um escritório, ele tínha um gerente que falava alto, fazia piadas inconvenientes, e colocava apelidos politicamente incorretos nos funcionários como gordo, feio e ceguinho. Esse gerente tinha uma sala, mas raramente ficava nela, ele passava o dia inteiro circulando pelo escritório e cada parada que ele dava, ou resultava em uma pequena humilhação para um funcionário, ou numa grande perda de tempo. Esse gerente recebeu uma proposta de uma outra empresa, e pediu a conta, o novo gerente que começou faz um mês é o avesso do anterior, ele fica o dia inteiro trancado na sala fazendo relatórios, gráficos e planilhas, quando um de nós vai perguntar alguma coisa, ele diz que não tem tempo para atender, a frase favorita dele é: Depois a gente vê isso.
Todos nós idealizamos o chefe perfeito, para nós ele deveria ser como um pai, severo mas atencioso, para outros, como um amigo e camarada e, para a maioria o chefe deveria ser como um santo, sempre disposto a perdoar nossos deslizes e nos prometer o céu. Empresas não pensam em nada disso, o gerente calado foi contratado porque durante as entrevistas ele conseguiu mostrar que nos empregos anteriores obteve ótimos resultados e o gerente falastrão, aquele que pediu a conta conseguiu provar a mesma coisa para a empresa que o contratou, a convivência profissional, entre chefes e subordinados, é uma questão de adaptação, sempre lembrando que em qualquer hierarquia, o de baixo deve se adaptar ao de cima, e nunca o contrário.