Arquivo para Novembro, 2007

24
Nov
07

O que os Livros Não Falam Sobre Liderança

Tente folhear um típico livro de negócios e verá que abordagens do tipo “trabalho em equipe”, “cultura corporativa”, “serviço ao cliente” e até “liderança” são comuns nos mesmos. No entanto, poucos abordam “o como” e expressões do tipo “atenção”, “carinho”, “ética”, “toque”, “olhar”, “empatia” raramente aparecem.

O que, então, significa liderar nos dias de hoje? Qual o segredo de alguns de nossos principais líderes? Vamos nos concentrar no território nacional: o que Norberto Odebrecht, Bernardinho, Antonio Maciel Neto, Luiza Helena, Dorothéa Werneck, Luiz Martins têm em comum?

Além de outras qualidades, nos relacionamentos com suas equipes, eles:

· São excepcionais educadores, ou seja, líderes em busca da formação de líderes;

· Extraem o máximo de sua equipe, instigando cada um a dar o melhor de si;

· Constroem o seu carisma através de uma impecável autenticidade;

· Entendem a diversidade. Não pasteurizam a motivação, particularizam a empatia.

Você, amigo que está lendo esse artigo, já pensou como conseguir que alguém faça algo? Imagine que algo aqui represente resultado e você é um líder. Pois bem, existe um único meio: conseguir que a outra pessoa queira fazer.

Freud disse que tudo em você e em mim emana de dois motivos: a necessidade sexual e o desejo de ser importante, que podemos traduzir como a “ânsia de ser apreciado”. Essa “ânsia” é que nos faz procurar roupa de última moda, admirar carros e celulares modernos e falarmos sobre a inteligência de nossos filhos.

Cabe ao verdadeiro líder, portanto, possuir habilidade em despertar o entusiasmo entre seus liderados através da apreciação e do encorajamento.Somos brasileiros, adoramos esporte e de vitórias, não é mesmo? Como eram bons nossos domingos pela manhã na época de Ayrton Senna! Parecia um prenúncio de quão satisfatória seria a semana quando nosso campeão subia ao podium, em grande parte das vezes, no topo!

É o mesmo que sentimos com nosso vôlei! Desde que Bernardinho assumiu a seleção masculina, em 2001, o time só deixou quatro grandes títulos escaparem – foi vice da Copa dos Campeões 2001, na Liga Mundial 2002, na Copa América 2005 e bronze no Pan 2003. Ou melhor, em 16 competições, vimos 16 pódios e 12 primeiros lugares!!E a equipe de Bernardinho sempre deu a entender que só a medalha de ouro interessava em Atenas 2004, ainda mais após as campanhas decepcionantes de Atlanta 1996, ainda com a “Geração de Ouro”, em Sydney 2000, com vários integrantes da equipe que hoje forma a Era Bernardinho. Em ambas as edições, o Brasil caiu nas quartas-de-final.

O que aconteceu da liderança anterior para a atual? Os atletas cresceram de tamanho? A rede abaixou? Não! O clima que sabiamente foi plantado aos bem sucedidos atletas não foi de dinheiro, fama, etc. (praticamente todos já tinham alcançado esse estágio) e sim de que “entraremos para a história do voleibol mundial de todos os tempos”.

Cabe sempre ao líder buscar argumentos e desafios para que seus liderados queiram fazer.

Antonio Maciel Neto, ex-presidente da Ford do Brasil, teve comprometimento de tal tamanho que chegou a ir para a televisão, anunciando seus produtos e sua campanha. “Pura auto promoção” diriam alguns. Agora, tentem visualizar o impacto desse comprometimento sob a ótica de um líder dentro da empresa! A Ford poderia ter contratado qualquer “rostinho de destaque da novela das oito”, não é mesmo? O que aconteceu: a Ford atingiu, pela primeira vez desde 1995, resultado positivo, trabalha atualmente em regime de três turnos na unidade de Camaçari produzindo os modelos Fiesta, Fiesta Sedan e EcoSport.

Em ambos os exemplos, a concorrência está de olho. Os italianos, russos e todo o mundo estão estudando as jogadas ensaiadas, posicionamento em quadra, etc. da seleção de Bernardinho. As outras montadoras lançam novos carros e buscam ações para minar o avanço da Ford do Brasil. Será que eles conseguirão? Será que seus liderados irão conseguir fazer a diferença? É muito mais do que trabalhar pois, muitos trabalham arduamente e não conseguem resultados…

Caro líder, antes de culpar sua equipe pelos maus resultados (e não há meio mais capaz de matar as ambições de um homem do que a crítica de seus superiores), além de oferecer seu apoio, tente preocupar-se com o desenvolvimento de seus liderados. Compartilhe com inteligência e sensibilidade seu conhecimento, contato visual, toque e palavras. Qual foi a última vez que você indicou um livro ou um filme aos seus liderados? Como você tem dirigido palavras e olhares a eles?

Jamais limite-se ao escalão imediatamente abaixo do seu. Desperte o querer fazer para TODOS em sua empresa. Tenha absoluta certeza de que o mundo está em evolução e a extinção de raposas e tubarões do mundo corporativo é uma realidade.


Dill Casella (www.dill.com.br) é Engenheiro Civil, pós graduado em Marketing, especialização em Desenvolvimento Gerencial e Empreendedorismo pela FDC e Practitioner pela SBPNL. Com mais de 15 anos em cargos de liderança de empresas de primeira linha, realiza palestras em vendas, atendimento ao cliente, liderança e motivação. Também é compositor, músico, escritor e ator amador.

Fonte desse Artigo: Portal do Marketing

11
Nov
07

Difícil é resolver um problema de maneira holística

Em uma empresa, resolver um problema não é difícil, difícil é resolver um problema de uma maneira holística, por exemplo: se o diretor lhe diz “A pressão da descarga do banheiro está baixa, conserte!” um funcionário normal faria o quê? Chamaria o seu Geraldo da manutenção, mas um funcionário com alto potencial pensa grande, e conhece os oito passos de uma solução holística.
Primeiro: envolva mais três pessoas, porque somente a partir de quatro integrantes é que um grupo pode ser chamado de “Comitê de Gestão”.
Segundo: Convoque um especialista em recursos humanos, assim à solução do problema poderá ser classificada como sendo de “alto impacto motivacional”.
Terceiro: convoque um especialista em sistemas, ele poderá providenciar softwares que meçam com exatidão a vazão e a pressão da água.
Quarto: convoque um especialista em finanças, ele preparará uma planilha de gastos e já deixará pronto um pedido de reforço de verba.
Quinto: convoque um especialista em marketing, ele criará um slogan para a operação do tipo: “Mais pressão, mais motivação”.
Sexto: Convoque um especialista em logística, ele não tem nada a ver com o problema, mas permitirá que o projeto possa ser chamado de “Logística de alavancagem sistêmica de recursos hídricos”.
Sétimo: Como ninguém mais consegue memorizar o nome do projeto, contrate uma consultoria externa, após um mês e várias reuniões a consultoria irá propor mudar todo o sistema hidráulico do prédio.
Oitavo: Apresente os dados ao diretor, indicando que o orçamento já chegou a vários milhões de reais mas você tem uma solução mais prática, mais criativa e muito mais barata, que é mandar o seu Geraldo da manutenção trocar a válvula da descarga.
Isso é que as empresas chamam de aprouch holístico da situação

02
Nov
07

Os Clássicos da Administração

Várias correntes do pensamento administrativo definem os clássicos por vezes com taxonomias diferentes. Mas é pacífico entre os teóricos a classificação onde aparecem os trabalhos de Taylor e Fayol. Os trabalhos de Taylor desenvolvidos nos Estados Unidos constituem um precioso embasamento para o pensamento administrativo atual juntamente com os trabalhos de Fayol desenvolvidos na Europa. Ambos buscavam a eficiência organizacional porém as maneiras para essa busca de eficiência mudavam de acordo com o pensamento de cada um deles. Taylor buscava a eficiência através da diminuição da perda de tempo do operário. Fayol perseguia a eficiência através da estruturação lógica da empresa por meio de departamentos, seções e hierarquia, todos bem definidos. O trabalho de Taylor e Fayol são classificados na maioria dos livros de Administração como o pensamento clássico da Administração.

Impossível dizer que o pensamento clássico da Administração é constituído apenas por esses dois autores. Muitos outros foram seus contemporâneos e contribuíram para o desenvolvimento da administração.

Alguns teóricos na classificam os trabalhos de Taylor e seus seguidores como uma escola de pensamento em administração visto que seus trabalhos não vislumbram toda a organização empresarial e apenas uma parte dela, a fábrica. Independente da maneira como está classificada, sob o modelo de escola de pensamento em administração ou apenas um estudo sobre funcionamento de fábricas é fundamental às pessoas que do meio empresarial terem contato com seu trabalho. Qualquer pessoas que tenha um contato com qualquer tipo de organização não pode desconsiderar os trabalhos realizados por ele. Taylor era um inconformado com as questões operacionais da empresa e por isso desenvolveu métodos que buscavam a melhoria do desempenho dos operários. Seu método principal de trabalho baseou-se na observação e mensuração do trabalho dos operários e seu expediente por vezes é contestado pela maneira incansável com buscava a melhoria nos processos administrativos. Os teóricos da administração por muitas vezes cometem injustiça com Taylor, apresentando seu trabalho de uma forma jocosa e até mesmo sarcástica, no entanto ninguém ousa diminuir ou ignorar sua contribuição para as áreas operacionais da empresa e consequentemente para o desenvolvimento empresarial no mundo.

Os trabalhos de Fayol foram desenvolvidos através do pensamento na estrutura organizacional. Desenvolveu modelos de estruturação de empresas onde constavam de maneira clara a hierarquia, os setores empresarias e definiam as diversas áreas de uma empresa. Preocupou-se com a organização de maneira ampla em todos seus aspectos. Desenvolveu princípios para a empresa que deveriam ser seguidos por todos independente do nível hierárquico em que se encontrava.

Fonte: Portal do Marketing