Arquivo para Julho, 2008

09
Jul
08

Se você quer ser rico e feliz, não vá à escola

Lembro da minha época de estudante no ensino médio e fundamental, quando meus professores sempre frisavam “estude bastante meu filho, tire boas notas, vá para faculdade, escolha um curso que dê dinheiro, seja o melhor aluno da turma, arrume emprego numa grande empresa, de preferências aquelas que te dêem um monte de benefícios e programem sua aposentadoria.

Imagino que atualmente milhões de pessoas no mundo todo sigam esta regra ao invés de se tornarem independentes, ou seja, trabalham pelo dinheiro ao invés de colocarem o dinheiro a trabalhar por elas.

Não sou contra o emprego e o estudo, pois as famílias precisam da renda que seus pais geram com seus trabalhos e nem contra o estudo, pois através da educação que mudaremos o mundo em que vivemos. Sou contra o que deixam de ensinar as crianças, adolescentes e adultos, não sei se é de propósito ou se não sabem que faz falta educação financeira, ensinar as pessoas como controlar sua própria vida.

Vão para faculdade e não aprendem nada ou quase nada sobre comunicação, vendas, marketing, finanças, impostos, investimentos, isso deveria ser pelo menos o enfoque das universidades e não falar sobre a “Teoria de Gaia”.Se pararmos para pensar, os principais problemas das pessoas giram em torno desses tópicos que relacionei acima.

Quando vejo um jornal na seção de classificados, o primeiro requisito que é solicitado é experiência, em segundo ou terceiro lugar vem a formação acadêmica ou títulos que o profissional possui. A menos que você procurar trabalho como professor, mas nesse ponto, eles também pedem experiências anterior.

Para terminar, um importante consultor estadunidense foi perguntado em que universidade ele tinha se formado nos EUA, pois o empresário estava assustado com o conhecimento do palestrante, o palestrante disse que tinha se formado em “Hard Knox”.O empresário disse que iria mandar seus filhos estudar nessa universidade, mas o palestrante traduziu “Hard Knox” e disse que era a “faculdade da vida dura” e deu a dica para mandar seus filhos saírem de casa imediatamente e sem lhes dar um único centavo, para ver como se virariam.

Retirado de: http://www.administradores.com.br

07
Jul
08

Quem corre atrás, chega atrás!

Márcio Campos Nobre

Durante vários anos, fui um assíduo telespectador de corridas de Fórmula 1. Nas manhãs ou madrugadas de domingo, eu me encontrava diante do televisor para acompanhar um dos maiores ídolos que o nosso país já viu, Ayrton Senna. Eu e outros tantos milhões de pessoas tínhamos esse mesmo rito dominical para acompanhar a uma pessoa obstinada, perseverante e extremamente determinada em conquistar seus objetivos.
Um brasileiro como nós, gente nossa, uma extensão de nós capaz de tremular a nossa bandeira nos quatro cantos do mundo.
Em uma das tantas corridas que assisti, tive o prazer de observar um feito ímpar e que até hoje não creio que foi igualado. Com problemas no carro, Ayrton Senna resolveu largar dos “boxes”, para que durante a volta em que os veículos e os pilotos apresentam-se ao público, os mecânicos de sua equipe pudessem realizar os reparos necessários para que o seu carro ficasse em condições de competir.
Dada a largada, Ayrton saiu atrás de mais de 20 pilotos e realizou uma das corridas mais espetaculares na história do automobilismo. Em cada curva, em cada reta, em cada volta, a determinação, a habilidade e o ímpeto fizeram com que Senna reduzisse a diferença de seus adversários, conquistasse posições e ao término recebesse a bandeirada em primeiro lugar. Realmente Senna era uma pessoa diferenciada, capaz de feitos dessa grandeza. Porém, essa situação era como comentei um caso ímpar. Ayrton chegou em muitas corridas na frente, mas o fez porquê largou na frente. Tanto que seu recorde de “pole positions” vigora até hoje. Ele se preparava para chegar na frente, largando na frente.
Sempre que apresento seminários ou realizo workshops, procuro obter dos participantes o máximo de informações a fim de identificar o perfil de cada um, justamente para que eu possa dar o melhor de mim nas trocas que estes tipos de eventos permitem. Entre muitas informações que capto, ouço algumas frases com uma considerável freqüência e uma das mais presentes me faz lembrar a situação da corrida que descrevi.Os participantes seguidamente comentam “… eu corro atrás…”, “… é preciso correr atrás…”, “… estamos sempre correndo atrás…”.Imediatamente respondo, “Quem corre atrás, chega atrás”. Até hoje, só vi o Senna conseguir chegar na frente “correndo atrás”. “Corram à frente!”.Como assim, correr à frente? Correr à frente é estar preparado para todas e quaisquer situações do nosso dia-a-dia. Correr à frente é pensar e agir de maneira pró-ativa. Quem corre atrás é reativo, quem corre atrás sai atrasado e se não for um Senna, dificilmente chegará na frente. As pessoas sempre dizem que querem crescer, que querem desenvolver-se, mas o que realmente fazem para que isso aconteça? Se eu faço as mesmas coisas de sempre, conseqüentemente obterei o mesmo resultado de sempre. Se eu quero obter resultados diferentes, eu preciso fazer diferente.
Correr atrás é lugar comum, correr à frente é fazer diferente, é fazer a diferença. É a busca por novos resultados, por novas alternativas e por novos caminhos que nos possibilitam ir ao encontro das conquistas.
Pare por alguns instantes e reveja todas as coisas que você deixou de fazer. Se você identificar algo que você deixou de fazer, é porque você vive no grupo de quem corre atrás. Coloque um ponto final nisso e se insira na elite dos vitoriosos. Decida-se por isso!
O 1o de Maio de 1994 foi o dia em que vivenciamos a perda do protagonista de nossas manhãs e madrugadas de domingo. Entre muitos momentos felizes e mensagens que ele nos deixou, quero resgatar uma que simboliza a sua determinação. Essa mensagem foi encontrada na primeira página de uma de suas agendas: “Sua meta é ser o melhor em tudo o que você fizer!”.
O que você tem feito é o melhor que pode fazer? Correr atrás é o melhor que pode ser feito? Você pode pensar “… eu sei de tudo isso”, ” … não é nenhuma novidade pra mim…”. Ótimo, muito bem, mas ter ciência dos fatos não representa a solução. A solução está em acreditar na sua capacidade e em fazer as coisas acontecerem. Você é capaz, basta acreditar, preparar-se e se posicionar à frente. A pró-atividade é uma habilidade a ser praticada e desenvolvida por todos que buscam a melhoria em seus resultados. Algo a ser valorizado em nossas ações e a ser adotado como um guia para nossos projetos, para nossos planos.
Olhe além das montanhas, visualize além do horizonte e certamente você se posicionará no lugar em que os vencedores ocupam na largada para as suas conquistas, esse lugar é à frente.

04
Jul
08

Como apresentar um projeto e manter a platéia acordada

Por Maria Tereza Gomes

Finalmente as suas preces foram ouvidas. A apresentação daquele projeto no qual você vem trabalhando nos últimos seis meses está marcada. Essa será a grande oportunidade da sua carreira. Todos os diretores vão estar lá…. Talvez até o presidente.

O problema é que a apresentação precisa ser um sucesso. Caso contrário, suas chances já eram. Como se faz uma exibição impecável? Fizemos a pergunta a Reinaldo Polito, um dos maiores especialistas do país em expressão verbal. Polito é autor de nove livros sobre o tema e dono de uma escola, em São Paulo, que treina 1 600 pessoas por ano, entre executivos e políticos. Eis a sua receita:

1) Se você fala rápido demais, repita as mensagens mais importantes usando ou-tras palavras. Quem não entendeu da primeira vez entenderá da segunda. Se fala devagar, não desvie o olhar da platéia nos instantes de pausas mais prolongadas. Após o intervalo, volte a falar com mais ênfase.

2) Cuidado com os grunhidos ‘né’, e ‘tá’. Além de horríveis, demonstram insegurança.

3) Conheça o interlocutor. Se o grupo estiver familiarizado com o tema, não simplifique as informações.

4) Nunca, jamais, em hipótese alguma decore a palestra. Faça um roteiro: conte o problema, apresente a solução e, por fim, demonstre sua esperança no apoio dos diretores ao projeto.

5) Nada de tecnofobia. Mostre quanto você está antenado com as tecnologias e vá direto ao computador. Com o sistema datashow, você dá um clique cada vez que quer mudar a página. E se o computador pifar? Leve umas cartolinas com as principais informações da palestra. ‘Você vai mostrar que está sempre pronto para enfrentar o pior’, diz Polito.

6) Cuidado com a postura. Não fale com as mãos nas costas, mantenha o paletó abotoado e olhe para todas as pessoas da platéia alternadamente. Há dois erros que as pessoas costumam cometer numa apresentação: falta de gestos ou excesso de gestos. Use-os, mas com moderação.

7) Evite as piadas. O risco de ninguém achar graça é grande e aí, meu chapa, vai ser difícil segurar a apresentação numa boa. Deixe a piada para o final, se for o caso.

8) Corrija problemas de dicção com dois exercícios bem simples. Morda o dedo indicador e leia em voz alta o mais claro possível. Dois minutos por dia bastam. Outro: leia poesias em voz alta. Esse é o mais eficiente dos dois, segundo Polito. Além de melhorar a dicção, pode ser muito romântico.

Esses e outros conceitos são desenvolvidos no curso de expressão verbal ministrado pelo Professor Reinaldo Polito.