Arquivo para Outubro, 2008

08
Out
08

Ótimas idéias para o chefe? Só com testemunhas!

TODO MUNDO CONHECE A HISTÓRIA DO OVO DE COLOMBO. MAS A história por trás dahistória é ainda melhor. A história diz que o Cardeal Mendoza, da Espanha,ofereceu um banquete após Colombo ter descoberto a América. Que, na época,ainda não chamava América, chamava Novo Mundo, mas isso não tem importância.Como muita gente invejosa havia sido convidada para a boca-livre, algumaspessoas se puseram a diminuir os méritos de Colombo, dizendo que qualquerum, com um barquinho e um pouco de sorte, podia ter chegado onde Colombochegara. Colombo então os desafiou a colocar um ovo em pé. O garçom, que naépoca também não chamava garçom, chamava Juan, providenciou um ovofresquinho e todo mundo tentou, mas ninguém conseguiu. Porque ninguém pensouno que Colombo faria a seguir. Quebrar uma das extremidades do ovo. Moral dahistória, depois que alguém mostra o caminho, é fácil segui-lo. A história éótima, mas os historiadores afirmam que o verdadeiro pai do ovo não foiColombo. Foi um arquiteto italiano da Renascença, Filipo Bruneleschi, quehavia feito o mesmo truque alguns anos antes. Colombo, que era italiano,sabia da história. Mas os espanhóis não sabiam e ficaram encantados com acriatividade de Colombo. Segunda moral da história. Quando uma idéia é boa esua autoria é duvidosa, leva vantagem quem tem mais prestígio. No mundocorporativo, é muito comum um funcionário ter uma idéia, e apresentá-la parao chefe. Aí, o chefe diz que a idéia não é boa e pede para o funcionárioesquecê-la. Uma semana depois, o chefe apresenta a idéia como se tivessesido dele e não do funcionário. Terceira moral da história. Só bote um ovoem pé na mesa do chefe se houver testemunhas.

03
Out
08

Como identificar alguém importante na empresa

Se você acaba de ser contratado por uma daquelas empresas que têm muitos funcionários, deve estar encontrando alguma dificuldade para saber quem é quem. Porque, hoje em dia, todo mundo se veste mais ou menos do mesmo jeito – isto é, do mesmo jeito que o diretor se veste. Então, para saber quais são as pessoas que podem vir a ser importantes para seu futuro, aqui vai uma dica. Preste atenção no que as pessoas trazem nas mãos quando estão caminhando pelo escritório. Quanto mais coisas uma pessoa levar nas mãos, menor é o nível hierárquico dela. Se a pessoa estiver segurando uma folha de papel, ela certamente é mais importante do que alguém que esteja carregando um monte de folhas de papel. E infinitamente mais importante do que alguém que esteja carregando um monte de envelopes. E se a pessoa estiver carregando um papelzinho bem pequeno? Aí, é preciso aumentar o número de observações para chegar a uma conclusão.Se a pessoa sempre carrega um papelzinho toda vez que é vista, é um assistente que está levando um número que o diretor pediu. Já se a pessoa é vista uma vez carregando o papelzinho, é o diretor que não gostou do número que o assistente levou e está indo tirar satisfações com o gerente. E qualquer pessoa que atravesse o escritório sem nada nas mãos é digna de ser observada mais cuidadosamente. Veja para onde ela está se dirigindo. Se ela entrar no banheiro, esqueça. Se ela entrar em uma sala e sentar sem pedir licença, é um diretor. Se entrar em uma sala e alguém que esteja sentado na cadeira imediatamente levantar e sair correndo, aí é um vice-presidente. Ignore pessoas que andam de um lado para outro com um celular nas mãos. São no máximo gerentes de segunda linha. Por que, se tivessem uma posição hierárquica melhor, teriam uma secretária para atender as ligações.

Fonte: O melhor de Max Gehringer na CBN Vol. 1
“120 Conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança”

03
Out
08

Métodos nada ortodoxos

UMA DAS GRANDES SACADAS MOTIVACIONAIS QUE EU VI EM MINHA vida aconteceu numa reunião de gerentes de vendas. Como acontece em muitas empresas, nosso pessoal de vendas se reunia uma vez por mês para discutir os resultados do mês anterior e falar dos planos para o mês seguinte. As reuniões seguiam um padrão bem definido: o diretor financeiro apresentava os números, o diretor de marketing falava das promoções, o diretor de RH incentivava o espírito de equipe e aí cada gerente regional de vendas explicava o que tinha feito no mês passado e o que estava fazendo no mês em curso. Acontece que, por três meses consecutivos, tínhamos ficado abaixo da meta. Ou seja, o blá-blá-blá não estava resolvendo nada. Aí, o diretor de vendas chegou na reunião e disse: “Ficamos de novo abaixo da meta. Pelo terceiro mês. Não tenho mais o que dizer. Por isso, vamos aproveitar o tempo para melhorar nossa cultura. Vamos fazer uma leitura conjunta dos Lusíadas, de Luís de Camões”. Acho que todo mundo já ouviu falar dos Lusíadas, o épico poema português, mas eu não conheço ninguém que tenha tido a paciência de ler a obra inteirinha, até porque ela é absolutamente ininteligível para seres normais como nós. Os Lusíadas têm 1.102 estrofes, cada uma com 8 linhas, o que dá, se não me falha a conta, 8.862 linhas. E linhas compridas, cheias de palavras que não se usam mais, desde mil e novecentos e Machado de Assis. Mas, se o diretor mandou, fazer o quê? E aí 15 gerentes, em voz alta, começaram a ler. E depois de uma hora, eles só tinham chegado perto da linha número 700. Faltavam, ainda, mais de oito mil linhas! Foi quando o diretor de vendas disse: “Ok, está ótimo por hoje. Continuamos a leitura na reunião do mês que vem”. E no mês seguinte, como que por milagre, as vendas foram 12% superiores à meta. Vendas é assim. Se a motivação não funciona, a tortura sempre resolve.

Fonte: O melhor de Max Gehringer na CBN Vol. 1
“120 Conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança”

03
Out
08

O bonzinho nunca reclama

NAS EMPRESAS, EXISTEM TRÊS TIPOS DE FUNCIONÁRIO. O RUIM, O bom e o bonzinho. Dia mais, dia menos, o ruim vai para fora e o bom vai para cima. Mas o bonzinho continua sempre no mesmo lugar. Apesar de ser simpático e competente, de ser apreciado pela chefia e estimado pelos colegas, sua carreira não deslancha. E o bonzinho não consegue entender o que há de errado com ele. O que há de errado é que o bonzinho não tem aquilo que as empresas chamam de “o perfil”. Ele não é agressivo. Não mostra espírito de liderança. Não faz a diferença. Então, para quem está meio em dúvida se é bom ou é bonzinho, aqui vão as cinco características do bonzinho. Primeira, o bonzinho é ouvinte. Numa reunião, evita dar palpite. E está sempre fazendo aquele gesto de positivo com a cabeça. Segunda. O bonzinho concorda com tudo. Principalmente com aquilo que não concorda. Sempre acha que é melhor não arrumar confusão e conversar depois, com mais calma. Terceira, o bonzinho não desafia ninguém. Não gosta de discórdia. Para ele, o empate é sempre um ótimo resultado. Quarta, o bonzinho nunca desabafa. Mesmo quando está uma arara, ele continua com aquela expressão de manequim de loja de shopping. Quinta, o bonzinho detesta aparecer. Se surgir uma daquelas raras oportunidades de matar um dragão e virar o herói da empresa, o bonzinho prefere sentar e ficar esperando o dragão morrer de velho. No fundo, o bonzinho é o funcionário que todo mundo quer ter como colega. Ele não faz intriga, não puxa o tapete de ninguém e está sempre disposto a ajudar quem precisa de ajuda. Por isso mesmo, chefes e colegas preferem que ele continue onde está, contribuindo positivamente para o ambiente de trabalho. Na verdade, o bonzinho está sendo vítima do egoísmo geral e todo mundo lhe daria inteira razão se ele reclamasse. E ele só não reclama porque é bonzinho.

Fonte: O melhor de Max Gehringer na CBN Vol. 1
“120 Conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança”

03
Out
08

Nossa Pressão

TODA EMPRESA MODERNA PRECISA DE TRÊS COISAS PARA FAZER O negócio ir de vento em popa. As duas primeiras normalmente estão escritas em um quadro bonito, que fica pendurado na recepção, para todo mundo ler e decorar. A primeira coisa é chamada de Nossa Missão e a segunda de Nossa Visão. A Nossa Missão é uma frase curta, que explica o que a empresa é. Por exemplo: “Nossa Missão é fabricar os sabonetes mais perfumados do Brasil”. Já a Nossa Visão é uma frase um pouco mais longa, que diz o que a empresa quer ser num futuro próximo. Por exemplo: “Nossa Missão é ser a empresa reconhecida como paradigma mundial na fabricação de sabonetes perfumados”. A redação correta dessas duas frases permite que a empresa não se desvie de seus objetivos, tanto presentes quanto futuros. Nelas, são baseados os planos e os investimentos que a empresa faz todo ano. Por isso, se a sua empresa ainda não tem a Nossa Missão e a Nossa Visão, pode esperar, porque brevemente ela terá. Essas duas coisas são ótimas, mas só funcionam na prática quando vêm acompanhadas da terceira A Nossa Pressão. Se a Nossa Visão descreve onde a empresa espera chegar algum dia e a Nossa Missão diz onde a empresa está hoje, a Nossa Pressão diz claramente o que deve ser feito neste minuto. Enquanto a Nossa Visão e a Nossa Missão são escritas, a Nossa Pressão é falada. E, em muitas situações, vem acompanhada de berros e ameaças. Qual dessas três coisas é a mais importante? As duas primeiras, é claro, responderia qualquer empresa moderna. Mas, para os prezados colaboradores, é sempre bom lembrar que muitas empresas ainda nem pensaram em redigir a Nossa Visão e a Nossa Missão. Mas todas elas praticam, todos os dias, a Nossa Pressão. Por isso, o funcionário que quer ter uma carreira de sucesso em uma empresa moderna só precisa fazer três coisas. Entender a Nossa Missão. Embarcar na Nossa Visão. E, principalmente, agüentar a Nossa Pressão

Fonte: O melhor de Max Gehringer na CBN Vol. 1
“120 Conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança”