TODO MUNDO CONHECE A HISTÓRIA DO OVO DE COLOMBO. MAS A história por trás dahistória é ainda melhor. A história diz que o Cardeal Mendoza, da Espanha,ofereceu um banquete após Colombo ter descoberto a América. Que, na época,ainda não chamava América, chamava Novo Mundo, mas isso não tem importância.Como muita gente invejosa havia sido convidada para a boca-livre, algumaspessoas se puseram a diminuir os méritos de Colombo, dizendo que qualquerum, com um barquinho e um pouco de sorte, podia ter chegado onde Colombochegara. Colombo então os desafiou a colocar um ovo em pé. O garçom, que naépoca também não chamava garçom, chamava Juan, providenciou um ovofresquinho e todo mundo tentou, mas ninguém conseguiu. Porque ninguém pensouno que Colombo faria a seguir. Quebrar uma das extremidades do ovo. Moral dahistória, depois que alguém mostra o caminho, é fácil segui-lo. A história éótima, mas os historiadores afirmam que o verdadeiro pai do ovo não foiColombo. Foi um arquiteto italiano da Renascença, Filipo Bruneleschi, quehavia feito o mesmo truque alguns anos antes. Colombo, que era italiano,sabia da história. Mas os espanhóis não sabiam e ficaram encantados com acriatividade de Colombo. Segunda moral da história. Quando uma idéia é boa esua autoria é duvidosa, leva vantagem quem tem mais prestígio. No mundocorporativo, é muito comum um funcionário ter uma idéia, e apresentá-la parao chefe. Aí, o chefe diz que a idéia não é boa e pede para o funcionárioesquecê-la. Uma semana depois, o chefe apresenta a idéia como se tivessesido dele e não do funcionário. Terceira moral da história. Só bote um ovoem pé na mesa do chefe se houver testemunhas.
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Métodos nada ortodoxos
Fonte: O melhor de Max Gehringer na CBN Vol. 1
“120 Conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança”
Fonte: O melhor de Max Gehringer na CBN Vol. 1
“120 Conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança”
Nossa Pressão
Fonte: O melhor de Max Gehringer na CBN Vol. 1
“120 Conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança”
O bonzinho nunca reclama
Fonte: O melhor de Max Gehringer na CBN Vol. 1
“120 Conselhos sobre carreira, currículo, comportamento e liderança”
A networking, ou rede de relacionamentos, poderá desempenhar papel importante para conquistar seu primeiro emprego, e também ao longo de toda sua vida profissional.
Relacione todas as pessoas que conhece. Crie um arquivo no computador, ou mesmo numa agenda específica para este assunto. Comece pelos familiares e parentes para em seguida incluir os amigos e conhecidos. Depois faça a seguinte pergunta: que parente meu ou amigo pode contribuir, ou conhece alguém influente que poderia me ajudar neste processo de conquistar meu primeiro emprego?
Às vezes você não conhece ninguém próximo que poderia lhe ajudar diretamente, no entanto tem um amigo cujo pai trabalha em uma empresa que poderia ser uma boa opção de emprego ou estágio para você. Neste caso você tem um bom contato, um ótimo “cartão de visita”, que poderá lhe abrir as portas daquela empresa.
Após criar sua networking, escreva um breve resumo da situação profissional e das possibilidades de cada pessoa de sua rede de contatos, eles podem lhe ajudar no presente ou futuro, e procure manter contato com todas estas pessoas da maneira mais freqüente possível.
Para as pessoas que você não convive com freqüência, procure mandar mensagens por e-mail, ou fazer contatos telefônicos. Mostre às pessoas que está buscando emprego, explique as razões e peça que, caso saibam de alguma oportunidade, busquem avisá-lo.
É importante que você também se coloque a disposição destas pessoas para atendê-las no que for possível, e seja sincero em sua afirmação.
Mesmo depois que estiver empregado, é necessário continuar cultivando sua rede de contatos. É como uma lavoura que plantamos, regamos e adubamos para colhermos os frutos no futuro.
Por: Leonardo José Andriolo
O físico alemão Andreas Schleicher, responsável pela aplicação da prova do Pisa – programa internacional de aferição de estudantes – que compara o nível de conhecimento de estudantes de 57 países, afirmou, em entrevista à revista Veja (Edição 2072, de 06/08/2008) que os estudantes brasileiros:
“demonstram certa habilidade para decorar a matéria, mas se paralisam quando precisam estabelecer qualquer relação entre o que aprenderam na sala de aula e o mundo real. Esse é um diagnóstico grave. Em um momento em que se valoriza a capacidade de análise e síntese, os brasileiros são ensinados na escola a reproduzir conteúdos quilométricos sem muita utilidade prática”.
Poucas vezes me deparei com uma afirmação tão precisa sobre o ensino no Brasil. Ainda que Schleicher estivesse se referindo à educação de forma geral, sua declaração aplica-se perfeitamente ao ensino superior, que deveria formar profissionais que não apenas reconheçam as principais teorias da sua área de formação, mas que sejam capazes de utilizar os conhecimentos teóricos para solucionar problemas práticos. No entanto, muitos estudantes concluem o curso superior sem que tenham desenvolvido a competência necessária para assumir plenamente suas atribuições profissionais.
Uma matéria do jornal Folha de São Paulo (04/02/2008) aponta que um em cada dez trabalhadores urbanos com diploma universitário estava em áreas com baixo perfil de escolaridade em 2006, segundo o Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), do IBGE. A mesma reportagem revela que são quase 700 mil graduados em ocupações como vendedor em loja, recepcionista ou operador de telemarketing. De acordo com os Correios, um em cada 20 carteiros tem superior completo. Na Guarda Municipal do Rio de Janeiro, 480 dos 5.563 guardas têm diploma universitário e 32 têm pós-graduação. E na Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro), entre os 12.377 garis, há 37 com nível superior.
Esses dados podem ser interpretados de duas formas: de um lado, essa situação pode ser uma conseqüência da restrição do mercado de trabalho para as profissões de nível superior, haja vista que as oportunidades não crescem na mesma velocidade que o número de alunos que se formam. Mas por outro, é possível que essa distorção seja resultado da baixa qualidade dos cursos universitários. O diploma superior já não é mais garantia de qualificação profissional.
Isso vale também para os cursos de administração. É uma enorme dificuldade fazer com que os alunos associem o conhecimento teórico ao mundo real. Às vezes as teorias são vistas como uma divagação abstrata, quase metafísica, sem relação com a realidade. Outras vezes, ao contrário, acabam sendo vistas como oráculos, com respostas infalíveis para todas as dúvidas. E quando se deparam com duas teorias que oferecem explicações diferentes para um mesmo fato, os alunos desejam uma resposta simplista: qual delas está certa?
Costumo, então, contar a antiga fábula dos cegos e do elefante. Dizem que numa pequena cidade do interior da Índia moravam alguns cegos que costumavam reunir-se para conversar. Num desses encontros, surgiu uma acalorada discussão sobre como seria o elefante. Como nenhum deles conhecia esse animal, não chegaram a nenhuma conclusão.
Um tempo depois, veio a oportunidade para, finalmente, resolverem a questão: passaria pela cidade um circo, que tinha, entre suas atrações, um elefante. Assim que o circo chegou, para lá se dirigiram os cegos. Cada um achegou-se ao elefante e começou a apalpá-lo.
- Ora vejam, – disse um deles, tocando a orelha do paquiderme – nunca pensei que o elefante fosse parecido com um enorme leque!
- É incrível – comentou o seguinte, segurando a trompa – ele é como uma mangueira, só que mais grossa!
- Não é nada disso, – retrucou o terceiro, apalpando a barriga do elefante – ele parece com o casco de um barco, mas é mais macio!
- Vocês estão errados, – falou outro, agarrando a perna do animal – o elefante é como um tronco de uma árvore!
E assim cada um foi expressando a própria percepção de como seria o elefante, e a discussão continuou ainda mais inflamada do que antes, porque agora todos tinham certeza de que estavam falando a verdade.
É algo parecido o que acontece com as teorias organizacionais. Elas apresentam uma explicação para um objeto de estudo, a partir de um determinado referencial metodológico, mas não significam uma verdade absoluta. Ocorre que a realidade é muito mais complexa do que a nossa capacidade de investigá-la. Não se consegue examinar um fenômeno na totalidade de suas dimensões e considerando todas as variáveis que podem, de alguma forma, interferir sobre ele. Por isso, as conclusões sempre são limitadas. Infelizmente, a realidade costuma ser refratária a submeter-se docilmente aos nossos limitados modelos teóricos. Ou, como disse o biólogo britânico Thomas Huxley, é trágico quando os feios fatos matam uma bonita teoria.
Esse complexo e dinâmico conjunto de estudos, pesquisas e teorias, com seus argumentos e suas limitações, compõe o fundamento teórico que orienta as ações dos administradores. No entanto, para utilizar adequadamente os recursos desse conhecimento teórico acumulado, é necessário mais do que lembrar o nome de alguns autores e decorar meia dúzia de conceitos. É preciso compreender o contexto em que as idéias administrativas se desenvolveram histórica, cultural e socialmente; ter uma postura crítica para identificar e contestar pressuposições; e ser capaz de relacionar as condições da situação real com os pressupostos teóricos.
As teorias serão tanto mais úteis quanto maior for a capacidade de relacionar seus enunciados com o problema concreto que desejamos solucionar. Por isso, é missão dos professores, e também das universidades, manter sempre abertas as pontes entre os conhecimentos teóricos e o mundo real.
Fonte desse artigo: http://www.administradores.com.br/artigos/os_cegos_o_elefante_e_as_teorias_da_administracao/25066/
Hora da verdade
Sete perguntas que pequenos e médios empresários não podem deixar de fazer ao entrevistar um candidato a um cargo estratégico
Por Cecília Abbati EXAME
É comum que donos de pequenas e médias empresas encontrem a mesma dificuldade quando precisam contratar profissionais para postos-chave: diante de mais de um candidato com boas qualidades, como escolher aquele com maior chance de formar vínculos duradouros e que se fortaleçam durante o crescimento dos negócios? Mesmo que conte com o apoio de um departamento ou de uma assessoria de recursos humanos, a palavra final para contratações importantes cabe ao empreendedor. Para ajudar pequenos e médios empresários nessa etapa, EXAME PME ouviu especialistas em carreira e contratação para saber quais são as características fundamentais que um pequeno ou médio empresário deve ser capaz de identificar num candidato a um cargo estratégico. O resultado é este roteiro simples e objetivo.
[1] Informação profissional
Pergunte
Como faz para se manter informado e como aplica isso no trabalho?
Por quê
Uma pequena ou média empresa precisa que em seus cargos mais altos as pessoas tenham interesse em procurar informações sobre tudo o que diz respeito ao negócio — as tendências do setor, os pontos fracos e fortes dos concorrentes, as inovações que as outras empresas estão implantando — e as traga para o empreendedor. “Quem é bem informado tem potencial para contribuir para o crescimento da empresa”, diz William Bull, da Mercer, uma das maiores consultorias de recursos humanos do mundo.
Pode ser um bom sinal se…
…ele se mostra seletivo: assina alguma revista dedicada à sua área e busca na internet notícias relacionadas ao segmento. Melhor ainda se ele usa as informações para mapear os concorrentes e detectar tendências de mercado.
Pode ser um mau sinal se…
…ele diz que lê os principais jornais todo dia, assina quatro revistas, lê um livro por semana. Quantidade não é qualidade.
[!] Atenção
Um candidato bem informado estará por dentro de notícias importantes de seu setor. E deve ser capaz de tirar conclusões delas. Então pergunte algo que tenha lido nos jornais para sondar sua capacidade de análise. Exemplo: “Você viu que o presidente de tal companhia mudou de empresa?” Veja se ele faz algum comentário pertinente.
[2] Capacidade de decisão
Pergunte
Já viveu uma situação profissional em que precisou tomar uma decisão difícil? Conte-me como foi.
Por quê
A resposta mostra como o profissional tende a agir quando está sob pressão e qual é seu estilo de trabalho. Há pessoas que são analíticas e levam certo tempo para deliberar. Mas geralmente o universo empreendedor exige decisões urgentes, principalmente se o mercado em que atua é muito competitivo.
Pode ser um bom sinal se…
…ele age corajosamente para aproveitar uma oportunidade. Exemplo: decidiu sozinho dar um desconto alto numa venda.
Pode ser um mau sinal se…
…ele precisa de todas as informações, cálculos e aval dos outros setores da empresa. Isso pode significar que tem aversão a riscos ou é muito inseguro.
[!] Atenção
Peça a ele para também contar uma decisão cujos resultados não aconteceram como o planejado. O desconto na venda pode ter prejudicado o faturamento, mas não é isso que se está querendo descobrir com essa pergunta. Se ele assumir o erro, é um excelente indício de que arca com as conseqüências das decisões.
[3] Relacionamento profissional
Pergunte
Já teve alguma divergência com um colega de trabalho? Como superou?
Por quê
Mais do que em grandes corporações, os funcionários de pequenas e médias empresas devem estar integrados e em harmonia, já que o ambiente e a equipe são compactos. “O candidato não precisa ser do tipo que põe panos quentes em tudo, mas deve ser capaz de superar problemas de relacionamento”, diz Bull.
Pode ser um bom sinal se…
…ele revela flexibilidade. Nesse caso, a resposta deve conter cenas que mostrem que o candidato procura pessoas que discordam dele para um acordo e é capaz de ceder em aspectos menos importantes.
Pode ser um mau sinal se…
…ele diz que nunca teve problemas de relacionamento no trabalho. É praticamente impossível encontrar alguém que não tenha sido ao menos mal interpretado. Também não é bom se, ao falar de um conflito, ele fizer questão de ressaltar que estava certo, que sabia a solução, que tinha as informações corretas. Demonstra tendência ao individualismo.
[!] Atenção
Não é importante entender o que houve nem saber quem tinha razão. O objetivo é verificar como o candidato se comporta diante de um conflito. Pedir que ele relate uma situação em que teve de persuadir alguém pode revelar sua capacidade de transformar um adversário em aliado. Se for assim, pode ser aquela pessoa de que a empresa tanto precisa para negociar com clientes e fornecedores muito fortes.
[4] Capacidade de realização
Pergunte
Alguma idéia sua foi adotada por outra organização? Como você a implantou na outra empresa?
Por quê
Em equipes reduzidas como as que costumam trabalhar em pequenas e médias empresas é preciso ser capaz de executar um projeto, da idéia à realização. “Se alguém já promoveu mudanças em outra empresa, significa que saiu da zona de conforto, colocou a mão na massa e pode fazer o mesmo no novo cargo”, diz Alexandre Slivnik, diretor do Instituto de Desenvolvimento Profissional, uma consultoria de recursos humanos.
Pode ser um bom sinal se…
…ele demonstra orgulho pelo que fez. O candidato que realmente provocou alguma mudança é seguro e entusiasmado, fornece detalhes da execução e apresenta números. O que importa aqui não é a grandiosidade da idéia. Ele pode ter desenvolvido uma simples campanha interna para mudanças de hábito que reduziram o consumo de água, por exemplo. O que está sendo avaliado é sua capacidade de iniciativa.
Pode ser mau sinal se…
…ele demora para responder, usa frases muito pausadas e fica buscando na memória informações que parecem perdidas ou não existir. É possível que esteja inventando ou contando a idéia de um ex-colega. Péssimo sinal é se ele dá uma resposta negativa, apesar da sinceridade.
[!] Atenção
Insegurança não é sinônimo de mentira. O estresse da entrevista pode deixar o candidato com dificuldade para responder. Nesse caso, os especialistas aconselham dar condições para que ele se recomponha. Uma idéia é fazer perguntas “passo a passo”: De onde surgiu sua idéia? Por que ela foi aceita? Como você desenhou o projeto? O objetivo é verificar o quanto ele se envolveu naquilo que está contando e como ultrapassou obstáculos que surgem nessas ocasiões. É preciso ter certeza de que ele está blefando antes de tirá-lo da disputa.
[5] Aspirações para o futuro
Pergunte
Como e onde você pretende estar em cinco ou dez anos?
Por quê
“Questões desse tipo são um bom indicador do compromisso que o candidato está disposto a estabelecer”, diz Slivnik. Muitos profissionais procuram companhias menores apenas como um trampolim para se recolocar no mercado de trabalho. E, se ele tiver um perfil mais adequado a trabalhar em grandes estruturas, é provável que migre para uma empresa maior na primeira oportunidade.
Pode ser bom sinal se…
…a resposta deixa claro que o candidato está em busca de desafios que requerem qualidades empreendedoras, como implementar projetos para conquistar novos mercados ou apresentar propostas para aumentar a competitividade da empresa.
Pode ser mau sinal se…
…a resposta vem recheada de clichês. Muitos candidatos são adestrados por seus coachings de carreira ou procedem de acordo com um roteiro tirado de matérias de jornal. Um exemplo típico é “quero estar na sua posição no futuro”. Essa resposta pode ser adequada se o entrevistador for um alto executivo numa grande empresa — mas não quando se está falando com o dono de um empreendimento.
[!] Atenção
O aparecimento de um clichê por si só não é motivo para descartar o candidato. A recomendação dos especialistas é dar corda para que ele fale mais, de forma que suas reais características possam aparecer. “No caso de quem diz que quer estar no seu lugar, pergunte o que ele fez ou vai fazer para chegar lá”, diz Bull, da Mercer. É bom se ele falar, por exemplo, dos resultados que acredita poder trazer para, no futuro, tornar-se sócio do negócio.
[6] Perfil empreendedor
Pergunte
O que o motivou a trabalhar nas companhias pelas quais passou?
Por quê
A resposta ajuda a delinear o perfil do profissional. Se tiver espírito empreendedor, característica fundamental para quem quer trabalhar numa pequena ou média empresa, ele busca deixar sua marca. Outros candidatos podem dar mais valor à infra-estrutura e, se a empresa não puder oferecer o que ele deseja, em pouco tempo poderá estar desmotivado e à procura de um novo emprego.
Pode ser bom sinal se…
…o candidato responde que quer ganhar visibilidade no mercado numa empresa em expansão. Ou ter mais liberdade nos métodos de trabalho, sem ter de seguir modelos engessados, comuns em grandes empresas. Quem está atrás de realizar inovações também tem boa chance de ser a escolha certa.
Pode ser mau sinal se…
…ele apresenta interesse por aspectos incomuns em pequenas e médias empresas. Por exemplo, se gosta de trabalhar em equipes com funções bem definidas ou se planeja desenvolver projetos que requerem grandes investimentos. Isso talvez não seja possível se a empresa tem um quadro funcional pequeno e orçamento apertado.
[!] Atenção
Se o candidato apresenta interesses aparentemente incompatíveis com o porte da empresa, é o caso de perguntar por que então ele quer ocupar o cargo em disputa. “Se a resposta for algo que indique que ele pretende fazer alguma coisa para que a empresa cresça a ponto de lhe dar o que pretende, ainda pode ser uma opção para a vaga”, afirma Patrícia Epperlein, sócia da consultoria Mariaca.
[7] Desenvolvimento profissional
Pergunte
Você pretende fazer algum curso ou pós-graduação? Qual?
Por quê
“É preciso verificar se os planos de estudo do entrevistado não entrarão em conflito com os interesses da companhia”, afirma Patrícia. Desenvolvimento profissional é bom porque valoriza o empregado e a empresa, que passa a contar com profissionais mais qualificados. Em contrapartida, é preciso oferecer ao candidato o tempo necessário para que ele se dedique ao curso. Se ele faz faculdade, por exemplo, não terá como ficar até mais tarde no trabalho quando isso for necessário.
Pode ser bom sinal se…
…o candidato apresenta alternativas como estudo a distância ou cursos de férias. Assim ele revela dois aspectos positivos: quer estudar, mas ao mesmo tempo se preocupa em conciliar os horários.
Pode ser mau sinal se…
…por causa do estudo, ele coloca condições que dificultam a contratação, como ter de sair mais cedo algumas vezes por semana ou pedir licença não remunerada para estudar no exterior.
[!] Atenção
Se ele já estuda ou planeja estudar, questione-o sobre como administrará o tempo. Se disser que trabalhará muito para conquistar o direito de ser liberado mais cedo, é porque o emprego é sua prioridade. “É fundamental resolver esse tipo de expectativa antes da contratação para evitar problemas no futuro”, diz Patrícia.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br/revista/pme/edicoes/0014/m0165534.html
Lembro da minha época de estudante no ensino médio e fundamental, quando meus professores sempre frisavam “estude bastante meu filho, tire boas notas, vá para faculdade, escolha um curso que dê dinheiro, seja o melhor aluno da turma, arrume emprego numa grande empresa, de preferências aquelas que te dêem um monte de benefícios e programem sua aposentadoria.
Imagino que atualmente milhões de pessoas no mundo todo sigam esta regra ao invés de se tornarem independentes, ou seja, trabalham pelo dinheiro ao invés de colocarem o dinheiro a trabalhar por elas.
Não sou contra o emprego e o estudo, pois as famílias precisam da renda que seus pais geram com seus trabalhos e nem contra o estudo, pois através da educação que mudaremos o mundo em que vivemos. Sou contra o que deixam de ensinar as crianças, adolescentes e adultos, não sei se é de propósito ou se não sabem que faz falta educação financeira, ensinar as pessoas como controlar sua própria vida.
Vão para faculdade e não aprendem nada ou quase nada sobre comunicação, vendas, marketing, finanças, impostos, investimentos, isso deveria ser pelo menos o enfoque das universidades e não falar sobre a “Teoria de Gaia”.Se pararmos para pensar, os principais problemas das pessoas giram em torno desses tópicos que relacionei acima.
Quando vejo um jornal na seção de classificados, o primeiro requisito que é solicitado é experiência, em segundo ou terceiro lugar vem a formação acadêmica ou títulos que o profissional possui. A menos que você procurar trabalho como professor, mas nesse ponto, eles também pedem experiências anterior.
Para terminar, um importante consultor estadunidense foi perguntado em que universidade ele tinha se formado nos EUA, pois o empresário estava assustado com o conhecimento do palestrante, o palestrante disse que tinha se formado em “Hard Knox”.O empresário disse que iria mandar seus filhos estudar nessa universidade, mas o palestrante traduziu “Hard Knox” e disse que era a “faculdade da vida dura” e deu a dica para mandar seus filhos saírem de casa imediatamente e sem lhes dar um único centavo, para ver como se virariam.
Retirado de: http://www.administradores.com.br
Quem corre atrás, chega atrás!
Durante vários anos, fui um assíduo telespectador de corridas de Fórmula 1. Nas manhãs ou madrugadas de domingo, eu me encontrava diante do televisor para acompanhar um dos maiores ídolos que o nosso país já viu, Ayrton Senna. Eu e outros tantos milhões de pessoas tínhamos esse mesmo rito dominical para acompanhar a uma pessoa obstinada, perseverante e extremamente determinada em conquistar seus objetivos.
Um brasileiro como nós, gente nossa, uma extensão de nós capaz de tremular a nossa bandeira nos quatro cantos do mundo.
Em uma das tantas corridas que assisti, tive o prazer de observar um feito ímpar e que até hoje não creio que foi igualado. Com problemas no carro, Ayrton Senna resolveu largar dos “boxes”, para que durante a volta em que os veículos e os pilotos apresentam-se ao público, os mecânicos de sua equipe pudessem realizar os reparos necessários para que o seu carro ficasse em condições de competir.
Dada a largada, Ayrton saiu atrás de mais de 20 pilotos e realizou uma das corridas mais espetaculares na história do automobilismo. Em cada curva, em cada reta, em cada volta, a determinação, a habilidade e o ímpeto fizeram com que Senna reduzisse a diferença de seus adversários, conquistasse posições e ao término recebesse a bandeirada em primeiro lugar. Realmente Senna era uma pessoa diferenciada, capaz de feitos dessa grandeza. Porém, essa situação era como comentei um caso ímpar. Ayrton chegou em muitas corridas na frente, mas o fez porquê largou na frente. Tanto que seu recorde de “pole positions” vigora até hoje. Ele se preparava para chegar na frente, largando na frente.
Sempre que apresento seminários ou realizo workshops, procuro obter dos participantes o máximo de informações a fim de identificar o perfil de cada um, justamente para que eu possa dar o melhor de mim nas trocas que estes tipos de eventos permitem. Entre muitas informações que capto, ouço algumas frases com uma considerável freqüência e uma das mais presentes me faz lembrar a situação da corrida que descrevi.Os participantes seguidamente comentam “… eu corro atrás…”, “… é preciso correr atrás…”, “… estamos sempre correndo atrás…”.Imediatamente respondo, “Quem corre atrás, chega atrás”. Até hoje, só vi o Senna conseguir chegar na frente “correndo atrás”. “Corram à frente!”.Como assim, correr à frente? Correr à frente é estar preparado para todas e quaisquer situações do nosso dia-a-dia. Correr à frente é pensar e agir de maneira pró-ativa. Quem corre atrás é reativo, quem corre atrás sai atrasado e se não for um Senna, dificilmente chegará na frente. As pessoas sempre dizem que querem crescer, que querem desenvolver-se, mas o que realmente fazem para que isso aconteça? Se eu faço as mesmas coisas de sempre, conseqüentemente obterei o mesmo resultado de sempre. Se eu quero obter resultados diferentes, eu preciso fazer diferente.
Correr atrás é lugar comum, correr à frente é fazer diferente, é fazer a diferença. É a busca por novos resultados, por novas alternativas e por novos caminhos que nos possibilitam ir ao encontro das conquistas.
Pare por alguns instantes e reveja todas as coisas que você deixou de fazer. Se você identificar algo que você deixou de fazer, é porque você vive no grupo de quem corre atrás. Coloque um ponto final nisso e se insira na elite dos vitoriosos. Decida-se por isso!
O 1o de Maio de 1994 foi o dia em que vivenciamos a perda do protagonista de nossas manhãs e madrugadas de domingo. Entre muitos momentos felizes e mensagens que ele nos deixou, quero resgatar uma que simboliza a sua determinação. Essa mensagem foi encontrada na primeira página de uma de suas agendas: “Sua meta é ser o melhor em tudo o que você fizer!”.
O que você tem feito é o melhor que pode fazer? Correr atrás é o melhor que pode ser feito? Você pode pensar “… eu sei de tudo isso”, ” … não é nenhuma novidade pra mim…”. Ótimo, muito bem, mas ter ciência dos fatos não representa a solução. A solução está em acreditar na sua capacidade e em fazer as coisas acontecerem. Você é capaz, basta acreditar, preparar-se e se posicionar à frente. A pró-atividade é uma habilidade a ser praticada e desenvolvida por todos que buscam a melhoria em seus resultados. Algo a ser valorizado em nossas ações e a ser adotado como um guia para nossos projetos, para nossos planos.
Olhe além das montanhas, visualize além do horizonte e certamente você se posicionará no lugar em que os vencedores ocupam na largada para as suas conquistas, esse lugar é à frente.